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  • Foto do escritorCinema Comentado Cineclube

“A Hora da Estrela” é o vigoroso encontro da literatura com o cinema destacando a força da escrita de Clarice Lispector numa interpretação premiada de Marcélia Cartaxo

Na quarta-feira (27/03), “A Hora da Estrela” (1985), premiado filme de Suzana Amaral,  é a atração que o Cinema Comentado Cineclube apresenta no Auditório do CCH, no 2º andar do prédio 2, às 19h. A sessão é uma parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), através do Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários (PPGL) e do Centro de Comunicação e Referência Audiovisual (CCRAV).


Adaptando a novela de Clarice Lispector, o filme narra a história de Macabéa, imigrante


nordestina que vive em São Paulo, trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive numa pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Ela não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer um namorado; então, conhece Olímpico, um operário metalúrgico com quem inicia namoro. E a história se desenvolve registrando o cotidiano, os sonhos e os desafios da protagonista.


“A Hora da Estrela” se consagrou com o sucesso de público e de crítica – a estreante Marcélia Cartaxo venceu como melhor atriz no Festival de Berlim (1986) e a obra ganhou 8 prêmios no Festival de Brasília (1985). Iniciando a carreira aos 37 anos, ao ingressar no curso de Cinema da Universidade de São Paulo (USP), Suzana Amaral consolida sua filmografia com mais duas adaptações literárias: Uma Vida em Segredo (2001) e Hotel Atlântico (2009), baseadas, respectivamente, nas obras de Autran Dourado e João Gilberto Noll. A cineasta se destaca pela força e simplicidade de seus filmes estabelecendo um ritmo preciso ao conduzir as histórias de personagens que conquistam a atenção do público.


Para o crítico Fernando JG, do site Plano Crítico, “é uma missão quase impossível adaptar qualquer obra de uma autora tão complexa quanto Clarice, no entanto, Suzana Amaral não se intimida perante o cânone e coloca-se diante dele, desvendando a esfinge. A sua Hora da Estrela – porque, afinal, já não é mais de Clarice – é autoral, ousada e fascinante, deixando-nos obcecados não apenas pela construção dramática, mas pela singularidade da sua Macabéa. É, de fato, uma belíssima obra, que ganha cada vez mais força a cada reexame. Receba o filme de Suzana como quem recebe o cinema em sua forma mais pura e essencial, que é assim que ele deve ser recepcionado”.


As sessões do Cinema Comentado Cineclube são gratuitas e seguidas de conversas com o público para compartilhar opiniões e democratizar o conhecimento a todos e todas. Assim, um dos fundamentos do Cineclube é proporcionar uma experiência cinematográfica estética e reflexiva ao público.

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